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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Parque da Disney no Rio de Janeiro pode ser Realidade - Parte 02

Clique aqui para ler o primeiro artigo sobre esse tema!

Parque, que custaria mais de R$ 1,5 bi, poderia ser financiado por investidores e manteria fluxo de turistas depois dos eventos

Claudia Facchini, iG São Paulo | 04/06/2011 05:05

Foto: APAmpliar
Disney e Universal estão abrindo parques na Ásia e Oriente Médio


ºoº

O projeto de trazer a Disney para o Rio de Janeiro vem ganhando mais e mais defensores. A inauguração de um parque de diversões da grife americana é considerada por especialistas uma das melhores alternativas para aproveitar, no futuro, os investimentos que estão sendo feitos em infraestrutura na cidade para a Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada em 2016.
Em um artigo publicado no livro “Rio - A Hora da Virada”, que acaba de chegar às livrarias , o economista e diretor do BNDES, Fábio Giambiagi, e o engenheiro Lucas Ferraz, criador do site Clube Brasileiro de Montanhas-Russas, mostram que a Rio-Disney é um sonho viável e que o projeto poderia ser uma “peça-chave na manutenção do turismo gerado pelos eventos esportivos nos próximos anos. “
“O Rio precisa começar desde já a se planejar para o pós-2016”, afirmam os autores. Na América Latina, o Rio de Janeiro é a cidade mais mais conhecida, assim como são as marcas Nova York, Tóquio, Paris ou Barcelona.
A Disney vem se expandindo internacionalmente desde os anos 80 e é provável que comece a incluir a América Latina em seus projetos. “Sabe-se que os parques de Orlando estão buscando novos horizontes, em novas terras”, afirmam os autores.
A Disney já possui cinco parques fora dos EUA, dois na França, dois no Japão, um em Hong Kong, e está construindo mais um na China, em Xangai.
Foto: Getty ImagesAmpliar
Parque da Disney em Hong Kong
Outros grupos americanos de parques de diversão também estão buscando negócios no exterior. A Universal Studios já abriu parques no Japão (2001) Cingapura e Dubai (2010) e está construindo um complexo na Coreia do Sul, que está orçado em US$ 2,7 bilhões e deve ser inaugurado em 2014. O Sea World está prospectando projetos na China e Sudeste Asiático.
Viabilidade econômica
O investimento para construção de uma Disney no Rio, porém, seria de bilhões de reais. De acordo com estudo feito pelos autores, estima-se que os parques de Paris e Hong Kong tenham custado entre US$ 1 bilhão (R$ 1,5 bilhão) e US$ 1,5 bilhão (R$ 2,3 bilhões), sem considerar toda a infraestrutura em torno dos empreendimentos, como hotéis, lojas, centros de convenções e campos de golfe.
Mas, via de regra, não é a Disney quem entra com os recursos para bancar a construção dos projetos. A multinacional, por exemplo, não desembolsou um único centavo para construir a Disney de Tóquio, inaugurada em 1983. O projeto custou US$ 750 milhões e os recursos vieram da Mitsui Estate Development e Keisei Electric Ry. Co.
A Walt Disney Company receberá 10% de royalties sobre os ingressos e 5% sobre as vendas do parque japonês até 2024, o que lhe garante uma a entrada de US$ 25 milhões em seus cofres por ano.
Locais para a Disney-Rio
Ferraz e Giambiagi destacam três locais onde a Disney-Rio poderia ser construída, tomando por base o tamanho dos parques no exterior.
Um dos locais possíveis seria uma área na Barra da Tijuca, próxima à avenida Ayrton Senna, que seria de fácil acesso para vem da Zona Norte quanto da Zona Sul. O terreno comporta um resort do tamanho do complexo da Universal Studios de Orlando.
Outro local seria Guaratiba, após a descida da serra, que comportaria um resort do tamanho da Universal Studios do Japão. O local é próximo à Av. Brasil.
O terceiro local proposto pelos autores ficaria no município de Itaboraí, a cerca de 40 Km do centro do Rio, no encontro das rodovias BR-101 e RJ-116.
Locais mais visitados no mundo
Foto: Agência BrasilAmpliar
Marca Rio é conhecida e teria poder atração para Disney
O poder de atração dos parques de diversão da Disney é inquestionável. Em uma lista dos 10 lugares mais visitados do mundo, elaborada pela Forbes Travel, o Magic Kingdon da Disney, em Orlando, figura em terceiro lugar. S[o fica atrás da Time Square, em Nova York, e do National Mall & Memorial Parks, em Washington.
A Trafalgar Square, em Londres, aparece em quarto no ranking e, abaixo dela, está a Disneyland Park, na Califórnia , à frente das Niagara Falls, no Canadá.
Outra Disney ainda aparece na lista dos 10 lugares mais visitados: o parque de Tóquio, que está em oitavo lugar.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Parque da Disney no Rio de Janeiro pode ser Realidade - Parte 01

Clique aqui para ler o update deste artigo do dia 06 de junho de 2011

Parque da Disney no Rio é proposta para evitar quebra dos hotéis após Olimpíada

Especialistas do BNDES apresentam ideia em evento sobre desenvolvimento
do R7, no Rio

Para evitar a quebra da rede hoteleira do Rio de Janeiro após a “febre” provocada pela Olimpíada de 2016, um grupo formados por economistas do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e um assessor da prefeitura da capital vão apresentar a proposta de criação de um parque da Disney na cidade durante a 22ª edição do Fórum Nacional.

O projeto será apresentado no evento, que acontece até a próxima quinta-feira (20), no BNDES no Rio. O trabalho, segundo um dos autores, o economista Fábio Giambiagi, chefe do departamento de risco de mercado do BNDES, tem 35 páginas sobre a Olimpíada e seu legado e, em duas páginas, a ideia do parque é defendida.

-Não pode haver a Olimpíada e depois a cidade ficar sem meta. Após esse evento a cidade tem de se reinventar. Um exemplo disso é Barcelona, sede das Olimpíadas de 1992.

Segundo Giambiagi, para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 a rede hoteleira carioca tem de melhorar a qualidade e aumentar a quantidade de leitos. Como para sobreviver os hotéis precisam de ocupação média entre 50% e 70%, a cidade precisa ter condições para atrair os turistas em uma escala maior que a atual. Para isso, um investimento como um parque da Disney seria ideal após as Olimpíadas.

O economista defende que a ideia é viável porque a Disney vive uma tendência de expansão pois, além de ter parques nos EUA, também está na Europa e sua última instalação fora do continente americano foi na Asia.

 - Esperamos que em dez anos a Disney coloque o pé na América Latina e não será no México porque não tem sentido por causa da proximidade com os EUA, com Orlando, por exemplo. O Brasil é um local natural, principalmente com a economia em crescimento.

No Brasil, segundo Giambiagi, dificilmente haverá um lugar com condições superáveis ao Rio, com potencial turístico e que atrai habitantes de todo Brasil e América do Sul.

- Uma pessoa que mora em Córdoba, por exemplo, segunda cidade mais importante da Argentina, tem dificuldade de ir para Miami. Mas, se houver uma ponte aérea com o Rio, é possível que essa pessoa venha duas ou três vezes [na vida] à Disney daqui.

Um parque da Disney, segundo o economista, seria, além de mais um atrativo na cidade, uma opção para os dias de chuva.

-[Para uma viagem] ao Rio depende muito do tempo. Em Paris, por exemplo, se chover todo mundo vai para os museus. Já se for uma época de chuva, o turista não escolhe vir para o Rio.

Giambiagi deixou claro que a ideia da criação do parque está no âmbito da proposta e que não há nenhuma negociação com a Disney. A reportagem do R7 tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa da corporação, mas não conseguiu.

Assessoria da Disney Brasil desmente construção de parque em Curitiba

Boato surgiu em blogs de turismo e diversão




Uma notícia que está circulando na internet tem animado a área de turismo e diversão em toda a região sul do Brasil. Seria a construção do complexo Disney em Curitiba.



O falso comunicado diz que a construção está prevista para agosto de 2011 e apresenta duração de cinco anos. O blogueiro caluniador ainda inventa a área que a “DisneyLand Brazil seria construída cerca de 25 Km², mantida em sigilo que também contaria em seu complexo a DisneyArea: ‘cidade’ que sediaria todos os empreendimentos de mídia do famoso grupo americano através da criação da The Walt Disney Company Brazil, braço independente da Disney Latin America”.



A assessoria de imprensa da Disney desmentiu por telefone nesta terça-feira (23) todas as informações correspondentes ao fato da construção do parque temático e afirmou ainda que a empresa não planeja nenhum investimento no Brasil. O escritório emitirá um comunicado oficial até a próxima semana.




publicado em 18/05/2010 às 18h14: